segunda-feira, 8 de junho de 2015


Nasa testa para-quedas supersônico em lançamento de 'disco voador'

                                                                                                                                           02/06/2015

Concepção artística do veículo de teste da Nasa, batizado de Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade (LDSD, na sigla em inglês)

  • Concepção artística do veículo de teste da Nasa, batizado de Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade (LDSD, na sigla em inglês)
A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) planeja testar o maior para-quedas já lançado nesta quarta-feira (3) durante o lançamento de um disco voador que irá testar novas tecnologias para a aterragem em Marte.

O voo de teste do disco voador, conhecido como Low-Density Supersonic Decelerator (LDSD), será transmitido ao vivo pelo site da Nasa a partir das 14h30.

Já que a atmosfera de Marte é tão fina, qualquer para-quedas que ajude uma espaçonave pesada, de rápido movimento, precisa ser mais forte.

A agência espacial norte-americana descobriu como fazer isso há décadas, começando com a missão Viking que colocou duas sondas em Marte em 1976.

Mas com o objetivo de enviar seres humanos a Marte em 2030, a agência está testando agora um para-quedas mais avançado, feito com tecnologia de nova geração, conhecido como para-quedas Supersonic Ringsail - que poderia permitir que naves ainda mais pesadas pousem suavemente.

"Queremos ver se o pouso pode implantar e desacelerar o veículo de teste enquanto ele estiver em voo supersônico", explicou o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em um comunicado.

O veículo de teste pesa 3.088 quilos, ou cerca de duas vezes o peso das naves robóticas que a Nasa costuma usar para pousar com segurança em Marte.

O para-quedas, descrito pela Nasa JPL como "o maior para-quedas já implantado", tem 30 metros de diâmetro.

O objetivo é que a queda "retarde a entrada do veículo para velocidades subsônicas", disse a Nasa.

O teste vai consistir no envio do disco, um desacelerador em forma de tubo e o para-quedas a uma altitude de 37 quilômetros sobre o Oceano Pacífico com a ajuda de um balão gigante.

O balão vai lançar a espaçonave e foguetes vão levantar o veículo ainda maior para 55 quilômetros, atingindo velocidades supersônicas.

"Viajando em três vezes a velocidade do som, o desacelerador do disco irá inflar, retardando o veículo, e, em seguida, um para-quedas vai implantar em 2,35 vezes a velocidade do som para levá-lo para a superfície do oceano", disse a Nasa.

O primeiro voo de teste do disco voador foi em junho de 2014, e um outro voo de teste está previsto para 2016.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2015/06/02/nasa-testa-para-quedas-supersonico-em-lancamento-de-disco-voador.htm



 Luas de Plutão trazem mistérios que ainda não conseguiram ser explicados

                                                                                                                                                                                                     03/06/2015



Ilustração fornecida pelo Instituto SETI, da Nasa (agência espacial norte-americana) representa Plutão e suas cinco luas de uma perspectiva oposta ao Sol. A imagem foi adaptada de uma ilustração para a missão Voyager I a fim de chamar atenção para as semelhanças entre os sistemas de Plutão e Júpiter

  • Ilustração fornecida pelo Instituto SETI, da Nasa (agência espacial norte-americana) representa Plutão e suas cinco luas de uma perspectiva oposta ao Sol. A imagem foi adaptada de uma ilustração para a missão Voyager I a fim de chamar atenção para as semelhanças entre os sistemas de Plutão e Júpiter
As luas que orbitam em torno do planeta anão Plutão no nosso sistema solar podem se comportar como "adolescentes teimosas" com movimentos caóticos - de acordo com pesquisadores que analisaram imagens do telescópio Hubble.

Ao longo dos últimos dez anos, o Hubble descobriu quatro luas minúsculas - Styx, Nix, Kerberos e Hydra - em órbita ao redor de Plutão e Caronte.

Plutão e Caronte formam um sistema binário de planetas: dois corpos, semelhantes em tamanho, orbitando em torno de seu centro de gravidade comum. As quatro pequenas luas estão orbitando ao redor da dupla Plutão-Caronte.

Com o apoio de fotografias, os pesquisadores analisaram o brilho destes pequenos planetas. "Nix e Hydra parecem ter uma superfície brilhante como Caronte, enquanto Kerberos é muito mais escura, levantando questões sobre a forma como o sistema plutoniano foi formado", observa o estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature.

"Supunha-se que, no passado distante, um meteorito tenha batido em Plutão e suas luas se formaram a partir da nuvem de detritos (como o sistema Terra-Lua)", explicou à AFP Mark Showalter, do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) na Califórnia e co-autor do estudo.

"Nós esperávamos que luas fossem iguais. Agora sabemos que não é o caso", disse o cientista.

"A formação do sistema de Plutão continua sendo um mistério, mas nós conseguimos fazer algumas descobertas a caminho de mais esclarecimentos", resumiu Mark Showalter. "Nós somos um pouco como arqueólogos que acabam de escavar alguns pedaços de cerâmica antigos, mas que não sabem como juntá-los", explica o pesquisador.

Os resultados sugerem igualmente que as órbitas de três luas - Styx, Nix e Hydra - estão presas umas as outras.

O fenômeno lembra o sistema que liga as luas Io, Europa e Ganimedes a Júpiter. Io realiza quatro revoluções ao redor de Júpiter enquanto que Europa faz duas e Ganimedes uma só.

O estudo mostra que a estes movimentos orbitais surpreendentemente previsíveis e estáveis, estão somados outros movimentos de rotação de luas mais aleatórias, por vezes até caóticas. "As luas de Plutão são como adolescentes teimosos que se recusam a seguir as regras", brinca Douglas Hamilton da Universidade de Maryland, co-autor do estudo.

Mesmo que os novos dados não permitam desvendar o mistério da criação de Plutão e suas luas, pelo menos agora "qualquer pessoa que apresentar com uma nova explicação deverá levar em conta estas observações", conclui Mark Showalter.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2015/06/03/luas-de-plutao-trazem-misterios-que-ainda-nao-conseguiram-ser-explicados.htm

segunda-feira, 1 de junho de 2015




Astrônomos captam imagem mais detalhada da colorida nebulosa Medusa



  • Imagem divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) mostra a nebulosa Medusa
    Imagem divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) mostra a nebulosa Medusa
 O Observatório Europeu do Sul (ESO) revelou nesta quarta-feira (20) a imagem mais  detalhada feita até o momento da nebulosa Medusa, na qual as estrelas situadas em seu  coração já iniciaram "sua transição à aposentadoria" lançando suas camadas externas ao  espaço e formando uma colorida nuvem.

 A nova imagem foi captada por uma equipe de astrônomos utilizando o telescópio de  grande tamanho (VLT) situado no Chile, dentro do programa "Joias Cósmicas" do ESO.

 Segundo o ESO em comunicado, a imagem indica o destino final do Sol, que finalmente  também se transformará em um objeto deste tipo antes de terminar sua vida ativa como  "anã branca".

 Também conhecida como Sharpless 2-274, Medusa tem uma extensão aproximada de  quatro anos-luz, se encontra na constelação de Gêmeos a 1.500 anos-luz da Terra e,  apesar de seu tamanho, é extremamente frágil e difícil de observar.

 Os filamentos de gás -- com o resplendor avermelhado do hidrogênio e verde do oxigênio - - batizam esta nebulosa com o nome da "Gorgona Medusa", a criatura da mitologia grega    que tinha serpentes no lugar de cabelos.

 Durante milhares de anos, os núcleos estelares das nebulosas planetárias "permanecem  rodeados por nuvens de gás espetacularmente coloridas". Poucos milhares de anos  depois, o gás se dispersou de maneira intermitente em seu entorno, dando lugar a  estruturas como a de Medusa.

 A etapa como nebulosa planetária é apenas uma pequena fração da vida útil total de uma  estrela, explicou o Observatório. Comparada a vida humana, acrescentou, seria um breve  instante "equiparável ao tempo que uma criança demora para fazer uma bolha de sabão e  vê-la afastar-se à deriva".

 O programa "Joias Cósmicas" do ESO -- no qual se inclui a última representação da  nebulosa Medusa --, é uma iniciativa que faz uso de um telescópio que não pode ser  utilizado para observações científicas e reproduz imagens de objetos interessantes,  enigmáticos ou visualmente atrativos com fins educativos e de divulgação.

http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/tecnologia/astronomos-captam-imagem-mais-detalhada-colorida-nebulosa-medusa/3/2018/2617859

Cientistas descobrem buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol

Buraco negro formou-se quando universo tinha apenas 6% da idade atual.
Descobrir buracos negros dos primórdios do universo é algo raro.


 Concepção artísitca de um quasar com um buraco negro supermaciço no  universo distante  (Foto: Zhaoyu Li/Shanghai Astronomical Observatory)
Concepção artísitca de um quasar com um buraco negro supermaciço no universo distante (Foto: Zhaoyu Li/Shanghai Astronomical Observatory)


Um grupo de cientistas descobriu um buraco negro com uma massa aproximadamente 12 bilhões de vezes maior que a do Sol, segundo publicou nesta quarta-feira (25) a revista britânica "Nature".


Esta descoberta poderia questionar determinadas teorias sobre a formação e o crescimento dos buracos negros e das galáxias.

A equipe detectou um quasar que contém um buraco negro supermaciço em seu interior e que pertence a uma época na qual o universo tinha cerca de 900 milhões de anos, apenas 6% da idade atual do universo, de 13,6 bilhões de anos.

O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um quasar ultraluminoso, um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação.

Após analisar a descoberta, o grupo de astrônomos considera que o buraco negro se originou a cerca de 900 milhões de anos depois do Big Bang, algo que consideraram "particularmente surpreendente".
A descoberta e o estudo posterior foram realizados por uma equipe de astrônomos da universidade de Pequim e coordenado por Xue-Bing Wu, professor do departamento de astronomia dessa universidade.


Gráfico mostra representação de quasares distantes conhecidos; quanto mais à direita, maior a massa de seu buraco negro e quanto mais ao alto, maior a luminosidade. Círculo vermelho representa o quasar recém-descoberto J0100+2802 (Foto: Zhaoyu Li/Shanghai Astronomical Observatory)

Gráfico mostra representação de quasares distantes conhecidos; quanto mais à direita, maior a massa de seu buraco negro e quanto mais ao alto, maior a luminosidade. Círculo vermelho representa o quasar recém-descoberto J0100+2802 (Foto: Zhaoyu Li/Shanghai Astronomical Observatory)

Xue-Bing Wu e sua equipe realizaram um acompanhamento do quasar utilizando dados de projetos de inspeção e estudos como o SDSS (exploração Digital do Espaço Sloan) e o 2MASS (Reconhecimento em dois micrometros do céu completo).

Além disso, os astrônomos também utilizaram dados do estudo da Nasa Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), um projeto que lançou um telescópio espacial em 2009 para estudar a radiação infravermelha.

O astrônomo do Max Planck Institute for Astronomy Bram Venemans reagiu em artigo da "Nature" à descoberta e afirmou que "descobrir buracos negros pertencentes ao início dos tempos cósmicos é algo estranho".

Apesar da raridade desta descoberta, Venemans especificou que "a tecnologia atual e futura dará a possibilidade da ciência conhecer as características do universo durante as primeiras centenas de milhões de anos depois do Big Bang".
Segundo a cosmologia atual, a origem do universo se remonta à grande explosão de um ponto de densidade infinita que gerou a matéria, o espaço e o tempo.


http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/02/cientistas-descobrem-buraco-negro-12-bilhoes-de-vezes-maior-que-o-sol.html